Filmes pra Inspirar #4

É fascinante a forma como nossos sentidos e percepções fluem e caminham de uma forma tão caótica quanto organizada.

Em frações de segundos nossa mente atribui significado a imagens, sons, palavras, cheiros, gerando lembranças, sentimentos e idéias.

Transformar isso tudo numa representação visual deve ser impossível, mas esses caras da Radiolab fizeram uma tentativa incrível:

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O consumo na era da convergência

Você está com alguns amigos almoçando num sushi que normalmente custa 80 reais por pessoa, mas você pagou R$30, graças a um site de compra coletiva online que vendeu o cupom pra você e pra outras 499 pessoas em duas horas.

Depois do segundo temaki, você observa que o cara da mesa ao lado está usando um tênis estiloso, de uma marca que você curte. Você pega seu celular, aponta a câmera e tira uma foto. Com dois ou três toques no touch-screen do seu telefone, você localiza o produto pela foto, faz uma compra online e recebe o tênis na sua casa no dia seguinte.

Voltando do restaurante, no metrô, você lê uma crítica de uma banda nova numa revista de comportamento. Ao lado da imagem do álbum, tem um código visual para o qual você aponta seu iPhone e conecta com uma loja virtual que mostra previews das músicas. Você curte o som, faz download, posta um “I like it” nas suas redes sociais e ganha um cupom eletrônico.
Com esse cupom, você vai assistir online ao próximo show da banda, em alta definição, controlando as câmeras, o áudio que quer ouvir, e aparecendo no telão do Madson Square Guarden em NY, através da sua web-cam, sem sair de casa.

Chegando em casa, ainda com cheiro de salmão e com a música nova na cabeça, você abre seu email e recebe uma oferta dizendo que pessoas que ouvem aquela banda inglesa, costumam ler também os seguintes autores que estão com novos títulos em promoção, pra você comprar e ler no seu tablet.

Nas primeiras páginas do romance, o autor descreve uma cena num hotel em Istanbul. Sua descrição é tão rica e brilhante quanto às de Machado de Assis. Você então tem um insight e a idéia de conhecer Istanbul acaba ficando mais interessante que a própria leitura. “Clicando” no nome do Hotel e arrastando seu dedo na tela, você começa a fazer um tour online pelo local e em seguida uma pré-reserva para suas próximas férias.

Você joga o iPad na cama, liga a TV, senta no computador e na outra aba do navegador, abre seu facebook e vê dezenas de comentários no profile da sua namorada.
Ela está no shopping, numa loja que oferece um serviço de “instant show and tell”, um sistema que permite que ela se fotografe com as roupas que está vestindo no provador, e envie fotos para suas amigas, perguntando qual look elas mais gostam e sugerem pra comprar.

Enquanto isso, um sistema rastreou seu username nas lojas virtuais e redes sociais que você acabou de usar e registou o que você consumiu de informação, notícia, literatura, música, entretenimento, o que você conversou com amigos e a cor da sua cueca.

Um algoritmo de web-semântica organiza esses dados e atualiza seu wish-list online de presentes, que sua namorada pode consultar sem ter que perguntar pra sua mãe o que você quer ganhar de aniversário, antes de sair do shopping com o limite do cartão de crédito bem obeso.

Mas sua cabeça agora só pensa em Istanbul. O cenário da sua próxima viagem de férias é bem exótico e você quer começar a explorar antes de chegar lá. O site da companhia de viagens exibe imagens em real time dos principais pontos turísticos da cidade, e você começa a traçar sua rota no mapa online.
Você entra no Google Places e marca lojas com descontos especiais na semana da sua viagem e os restaurantes hypes da cidade.

E tudo passou tão rápido que você nem percebeu que já está lá, numa kebaberia cheia de turistas asiáticos e sabores esquisitos. Do seu lado, com a mesma idade que você, tem um muçulmano tatuado, com um turbante da Nike, usando um tênis super estiloso. Você não vai perder a oportunidade de ser o único no Brasil usando aquele modelo “oriente médio” da Adidas, então você pega seu celular, aponta a câmera pro tênis e…

Pode soar futurista demais, mas é realidade.

Todos esses serviços que mencionei já existem espalhados por este mundão afora.
Não desse jeito sincronizado da historinha, mas o fato é que “O futuro já chegou. Só não está distribuído de forma equilibrada”, como disse William Gibson.
Não dá pra assumir que um conjunto de práticas isoladas de mercado – que se tornam possíveis graças ao desenvolvimento tecnológico – represente necessariamente tendências de consumo.
É muito leviano aceitar isso sem considerar premissas e aspectos sociais, econômicos e culturais.

Mas olhando para nós, cidadãos médios do mundo, com acesso à banda larga e internet móvel, habitantes de grandes centros urbanos, não é difícil observar que, de fato, a forma como consumimos coisas mudou drasticamente. E não precisa voltar muito no passado pra comparar. Há apenas uns vinte anos atrás nada disso existia.

É claro que esse “futuro” ainda é limitado a um universo muito restrito da sociedade e que essas novidades ainda não são representativas o suficiente para gerar um movimento que transforme as coisas num nível mais estrutural, como afetar o modo de produção que estamos inseridos.

Mas é um começo.

Acredito que há um ponto em comum nas mãos das pessoas ou empresas que lançam essas micro “tendências”: sua capacidade de utilizar a tecnologia para processar informações e desenvolver uma comunicação de forma inteligente e contextualizada com a sociedade.

Todos esses serviços lidam com dados. Relacionam esses dados, contextualizam-nos de um jeito quase humano, praticamente conversando com o consumidor. Todos eles estão montados em cima do tripé tecnologia da informação/comunicação/sociedade, ainda que inconscientemente.

Assim como na última revolução industrial, quando algumas empresas, instituições e nações lideraram o mundo ao deter as mudanças tecnológicas como a eletricidade, o motor a combustão, o aço e as telecomunicações, a bola do mundo pós-moderno está e estará nos pés daqueles que dominarem a convergência digital, o processamento inteligente de informações e o aspecto social por trás de tudo isso.

Seja você o dono de uma marca de padarias ou do Google, não importa, as bases pra inovar são as mesmas.

O mundo do capitalismo informacional é dos geeks-comunicadores-sociólogos.

Are you ready?





Referências:

Retirei as novidades de consumo da historinha do relatório do PSKF, lançado gratuitamente no site deles.
É muito bacana e tem muitas outras tendências que eu não citei, pois foquei mais nas novidades do mundo digital:

Pra baixar o paper em pdf, clique aqui.

Pra se aprofundar no assunto das mudanças que vivemos na era do capitalismo informacional, recomendo A Sociedade em Rede, do Manuel Castells e bastante persistência pra vencer as 600 páginas.

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Filmes pra inspirar #3

É um curta pra web, de 2′:23″, da Agência Click pra Sony Ericsson.
Gostei muito do caminho que a agência escolheu pra comunicar uma funcionalidade do celular.
A fotografia é impecável, conseguiu enquadrar um olhar bem interessante do centro de São Paulo.
O filme tem uma estética leve, envolvente, que te faz esquecer que é um comercial.
A atuação do casal não me convenceu muito, as vezes eles não conseguem ser totalmente verdadeiros nas expressões.
Acho a trilha bem intensa e muito bem encaixada na cadência das cenas.
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Criatividade se mata após crise existencial

Ela se jogou da ponte do Brooklin, em Nova Iorque. Seu corpo foi encontrado com altos níveis de anti-depresivos.

A criatividade americana se matou, após uma crise de identidade que tomou conta de seus pensamentos até o tormento final. E tudo começou após ela descobrir que desde 1990 ela não era mais tão importante para os outros.

Pelo menos foi o que mostrou uma pesquisa de uma Universidade de Virginia, EUA.
Ok, o conceito de criatividade pode ser muito amplo e difícil de ser definido, com vários desdobramentos possíveis, todos subjetivos o bastante para qualquer tentativa de mensuração.
Mas a definição mais “aceitável” de criatividade pelos cientistas da área é (grosseiramente) a capacidade de produzir algo original, combinar pensamentos divergentes e convergentes para gerar diversas idéias únicas que produzam alguma coisa útil para o mundo.

No final da década de 50, um cara chamado E. Paul Torrence fez um estudo com um grupo de 400 crianças para mensurar sua criatividade, criando uma espécie de índice. Ele passou a monitorar a vida dessas crianças por anos, até comprovar que aquelas que tinham os maiores índices de criatividade, tiveram produções criativas notáveis: livros, empresas fundadas, patentes, produções acadêmicas, etc.
Seis décadas depois, analizando o índice Torrence com a mesma metodologia, os caras descobriram que a criatividade nos EUA foi aumentando até 1990 e a partir daí começou a cair, ocasionando essa tragédia do suicídio.

(1 minuto de silêncio).

Os americanos nem divulgaram quanto esse índice caiu, possivelmente temendo uma dominação asiática dos nerds indianos, coreanos ou chineses (que aliás são as cabeças que lideram muitas indústrias nos EUA, principalmente a de TI).

E é de se preocupar mesmo, já que a criatividade é a competência número 1 para a liderança, segundo outra pesquisa, feita pela IBM com 1500 CEO’s.

A causa dessa crise ainda não foi identificada, mas eles atribuem (talvez de forma leviana) à televisão, Internet e Games (esse último acredito que seja a causa menos provável). Anyway, eu não descartaria a as duas primeiras hipóteses e é interessante pensar que foi a partir da década em questão (90) que rolou a popularização e consolidação da Internet.

Mas pegando o metrô da ponte do Brooklin até o aeroporto JFK pra embarcar num vôo até São Paulo, onde mora a realidade brasileira, acredito que essa crise de criatividade páira por aqui também.
Nosso povo é popularmente conhecido como criativo, adaptável, capaz de gerar soluções para as nossas desigualdades, nossa publicidade é historicamente criativa, somos referência em diversas áreas, criamos a maior piada interna da história.
Na publicidade, principalmente, acredito que a criatividade também não está na melhor fase da sua vida. Concordo com a opinião do Washington Olivetto, que disse numa entrevista que há “uma crise criativa que é conseqüente do conteúdo tomando uma surra da forma”.

Cada vez mais ouço pessoas falando da forma, de gadgets, de canais, tecnologia, e menos de grandes idéias.
Espero, com uma dose de ingenuidade, que a nossa criatividade brasileira seja criativa o suficiente para se re-iventar e não se suicidar pulando da Ponte Estaiada.

Se você quer saber como está a criatividade que mora aí dentro de você, você pode descobrir seu indice Torrence clicando nesse teste que a Newsweek colocou online, com a mesma metodologia da pesquisa. Se o resultado não for tão legal, fique longe dos anti-depresivos, da ponte estaiada e não se preocupe, criatividade é algo exercitável.

Mas faça alguma coisa pra estimular sua criatividade, quebre seu condicionamento, suba na cadeira, olhe para outros lados, faça caminhos diferentes, ouça bandas novas, leia livros de assuntos fora do seu universo usual.
Quebre o condicionamento.
Como ouvi do Karol Sapiro, mestre dos magos do planejamento criativo, “Quebre seu condicionamento. Pois o condicionamento cria o hábito, o hábito cria a zona de conforto e a zona de conforto cria a mediocridade.”

Creativity from timDgardiner on Vimeo.

Fonte: http://www.newsweek.com/2010/07/10/the-creativity-crisis.html

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I know its only Rock and Roll but I like it.

Rock and Roll, parabéns pelo seu dia.

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Como criar um carregador de USB na sua bike

usb bike generator

Leia as instruções aqui e, em 5 passos, vc pedela e carrega seus gadgets.

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Quem venceu o buzz da copa?

É claro, a Nielsen esqueceu de incluir o Polvo, Cala Boca Galvão, a chuteira de Felipe Melo e Nigel de Jong, entre outras celebridades dessa copa.

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Os novos comerciais da Apple

Algumas características como pioneirismo, inovação e criatividade separam os meninos dos homens no mundo das marcas.
É claro, essas marcas são exceções no mercado e na sociedade, mas por mais que elas representem 10% do universo todo, elas acabam influenciando os outros 90% com sua vanguarda e poder de gerar novas tendências.

A Apple é um dos melhores exemplos e nem precisamos dizer porque.

E o mais interessante é que ela consegue (na grande maioria das vezes), refletir essas características com brilhantismo na forma como se comunica com seus públicos. É só lembrar de 1984, um dos comerciais que certamente preenche a lista dos top 10 da história da publicidade.

Nesse fim de semana, a Apple colocou no ar uma série de 4 filmes de 30″ para comunicar uma única funcionalidade do iPhone 4, as video-chamadas.

E conseguiram, de um jeito bem simples e bonito, comunicar uma funcionalidade sem precisar falar dela com uma emoção bem dosada na abordagem:

Meet Her

Smile

Big News

Haircut

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Experiência Cinematográfica Colaborativa

O lance agora é fazer filmes colaborativos, chamar um diretorzão pra dirigir e convidar as pessoas normais do mundo pra participarem.
São as marcas explorando o branded-content potencializado pela facilidade que a internet nos proporciona para produzir, distribuir e compartilhar conteúdo nos dias de hoje.

Dessa vez foi a LG que pretende fazer uma “experiência cinematográfica histórica”, dirigida por Kevin Macdonald e produzida por Ridley Scott:

Espero que o resultado fique bacana pra gente ver aqui no Filmes pra Inspirar.

O hotsite: http://www.youtube.com/lifeinaday

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Filmes pra Inspirar #2

Stop Motion com impressoras, de Matt Robinson e Tom Wrigglesworth pra HP:

via @paula_rizzo no e•ideias

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